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14/02/2012 - 13h43 Especial - Atualizado em 14/02/2012 - 13h43

Senadores da oposição assinam representação contra Mantega

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Uma representação contra o ministro da Fazenda, Guido Mantega, amparada em "indícios da prática de atos de improbidade administrativa" foi assinada nesta terça-feira (14) por integrantes da oposição no Senado. Em reunião na liderança do PSDB, Demóstenes Torres (DEM-GO), Alvaro Dias (PSDB-PR), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Pedro Taques (PDT-MT), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) endossaram o documento endereçado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Na representação, eles acusam Guido Mantega da prática de improbidade administrativa, em razão de sua omissão quanto a fatos ocorridos na Casa da Moeda. Os senadores resumem esses fatos como "esquema de corrupção comandado pelo presidente daquela empresa pública, vinculada ao ministério da Fazenda, e seu consequente enriquecimento ilícito".

A representação afirma que Guido Mantega, inicialmente "sabia das acusações contra o chefe da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, ou seja, mesmo após ter sido alertado oficialmente de que ele estava sendo investigado pela Receita e pela Polícia Federal e, logo, que existiam robustos indícios de corrupção, o ministro manteve Denucci no comando da Casa da Moeda, com isso dando causa à continuidade dos atos lesivos ao interesse público".

Na opinião dos senadores oposicionistas, a conduta de Mantega constitui ato previsto na Lei da Improbidade Administrativa e por isso pedem a instauração de inquérito civil público para a apuração dos fatos. Se confirmadas as suspeitas, eles pedem que sejam aplicadas ao ministro as penas da lei, entre as quais, se encontra a perda da função pública.

Inicialmente prevista para definir uma posição sobre os projetos que aguardam votação no Senado, a reunião da bancada oposicionista serviu sobretudo para a discussão desse documento. De acordo com Álvaro Dias, líder do PSDB, a representação será protocolada junto à Procuradoria Geral da República via internet. Às 15h, os líderes seguem para reunião no gabinete da Presidência do Senado, onde definirão as votações prioritárias deste ano.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)