25/05/2011 00:00

Jorge Viana ressalta a responsabilidade do Senado na votação do novo Código Florestal

senador Jorge Viana (PT - AC) r

Em pronunciamento nesta quarta-feira (25), o senador Jorge Viana (PT - AC) ressaltou a responsabilidade do Senado na discussão do projeto do novo Código Florestal Brasileiro (PL 1876/99). O texto, do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), foi aprovado na noite da última terça-feira (24) pela Câmara dos Deputados e passará a tramitar no Senado.

Para Jorge Viana, há temas contidos no texto que representam uma modernização do código, mas outros geraram muita polêmica e controvérsia com as diretrizes do governo. O senador lembrou de compromisso feito pela presidente Dilma Rousseff ainda durante a campanha eleitoral.

- A presidente Dilma, ainda na eleição, assumiu o compromisso de que não trabalharia, caso fosse eleita, contra o meio ambiente. Assumiu o compromisso, inclusive, de que vetaria, caso tivesse que tomar essa atitude, artigos ou propostas que implicassem em piorar a situação da devastação de florestas no Brasil.

Jorge Viana afirmou reconhecer as dificuldades vividas pelo setor rural, mas disse que a questão ambiental não pode ser tratada como o "depositário de todos esses problemas". O senador disse que o Senado, como Casa revisora, tem a responsabilidade de trazer o foco do debate para as florestas, objeto do código.

- A legislação que o Senado agora tem a responsabilidade de apreciar é o Código Florestal, que diz respeito essencialmente às florestas. Acho que talvez essa seja uma das tarefas do Senado: trazer o debate, discussão, para o lugar certo - observou.

Prazo

O parlamentar lembrou do prazo curto para a aprovação do texto, já que o decreto presidencial que suspende as multas dos produtores rurais que descumpriram a legislação ambiental só valerá até 11 de junho.

- Mesmo tendo um prazo tão curto, se iniciarmos bem esse debate aqui e houver boa condução desse tema, tenho certeza de que vamos fazer com que o meio ambiente não saia perdendo e o setor produtivo possa, também, ter a segurança jurídica de seguir ajudando o Brasil e o mundo - concluiu.

Em entrevista na manhã desta quarta-feira, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), informou que os líderes partidários vão pedir à presidente Dilma Rousseff a prorrogação do prazo do decreto.

Da Redação / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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